17/10/2009

outubro 17, 2009
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Pétala a pétala,
a flor morria.
Leves, leves flutuavam,
ruflavam tristes, sozinhas,
as pétalas que alcançaram seu tempo.

Temerosas,
viram o céu que se afastava,
viram o chão que as esperava;
silenciosas e invejosas
das outras pétalas
que brotavam, ainda,
lá no alto.

Melancólicas, as pétalas
quedavam-se no chão,
espalhadas, feridas;
amorfas, vazias,
abatidas pela solidão.



Poema extraído do meu livro O mundo de vidro, publicado em 2005.
Imagem: Salvador Dali, Rosa meditativa, 1958.

4 comentários :

  1. Obrigado a Rebeca e Jota Cê. Fico feliz que tenham gostado.

    Voltem sempre!

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  2. pobres pétalas
    suaves
    [ainda dizem não terem coração]


    gostei do poema!

    beijo!
    El

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  3. Eliana,

    Obrigado pelo carinho ocm meu texto, pela visita. Seja bem vinda. Será sempre bom receber você por aqui.

    Um beijo, menina!

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